Este poema não está no livro, porque foi escrito agora. Tenho outro, no livro “Mar em mim”, que se chama “Pés descalços”. Este vai no singular. Pé descalço Para Edna Pé descalço, areia, da mulher que amo, passos de sereia, lúcido, proclamo: imagem bendita, doce amor e paz, nuvem que palpita, canto uma vez mais!Continuar lendo “Pé descalço”
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Poesia do mar
Do meu próximo livro, no prelo, “Mar em mim”: Poesia do mar Eu trouxe a longínqua poesia do mar, na madrugada de minha tristeza. E em minha boca sinto o sal daquelas lágrimas. Meu vulto negro, na noite negra de negras saudades, tem um gesto infinito de amor das amuradas brancas, de distâncias brancas, noContinuar lendo “Poesia do mar”
Eu te ofereço
Um poema para hoje, tirado do meu próximo livro “Mar em mim”, já no prelo: Eu te ofereço Eu te ofereço a dor dos naufrágios sem poesia a dor dos homens que se debateram inutilmente na longa noite do mar. Eu te ofereço o mistério desses barcos que se perderam na fúria das rebentações noContinuar lendo “Eu te ofereço”
Estrela triste
Por que as estrelas, em geral, são tristes? Acho que sofrem de frio e solidão, No espaço infinito. Por isso, dedico-lhes, hoje, um poema, do meu próximo livro “Mar em mim”: Estrela triste Uma estrela triste existe em riste neste ocaso. E foste o Sol. a luz te ungia, templo: em ti o tempo seContinuar lendo “Estrela triste”
Capelinha silenciosa
Poema escrito na capela da Escola Naval, Ilha de Villegagnon, em algum dia de 1959 (aos meus 19 anos), dedicado ainda à Hildette, minha primeira esposa, falecida em 2007. Uma capelinha bizantina, com um ícone de Nossa Senhora por trás do altar. Capelinha silenciosa Sentei sozinho naquele banco pintado de verde. Os mesmos pássaros cantavam,Continuar lendo “Capelinha silenciosa”
Olhos de chuva
Transcrevo, abaixo, o poema que entreguei no primeiro encontro com a Hildette, minha saudosa primeira esposa, depois de eu ter-lhe proposto namorarmos. Este poema faz parte do meu próximo livro, “Mar-em-mim” (poemas de mar e de paixão): Olhos de chuva Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1959, primeiro encontro com Hildette Dói-me pensar emContinuar lendo “Olhos de chuva”
Primeiros versos
Amigos: Estou preparando a primeira versão de meu futuro livro de poemas. Eu o tinha denominado “Mar-em-mim”, mas alterei o título, provisoriamente, para “Poemas de Mar e de Paixão”. Já tenho a análise feita por meu grande amigo de marinha Ronald Guimaraes, à guisa de prefácio, e, no momento, os poemas estão sendo lidos pelaContinuar lendo “Primeiros versos”
Presunto na geladeira
Ainda anos 70, “minha fase de protesto”: Presunto na geladeira Não, não é preciso contestar mais nada, vamos todos contestar a contestação! Viva o samba, viva o mundo, viva tudo, viva eu. Não é preciso contestar mais nada, estamos felizes de participar da era da comunicação: o som de Gal, o som de Elis, oContinuar lendo “Presunto na geladeira”
Face de pedra
Adaptação e atualização de um poema de minha fase de protesto, dos idos de 1970: Face de pedra Na face de pedra da cidade, a face de um silêncio de sol, a face de mil faces da cidade. No mar da praia, o gesto, o desabrigo, não mais ternura, nunca mais o amigo, o sonho,Continuar lendo “Face de pedra”
Os bêbados
Hoje, uma alegoria sobre “os bêbados” (poema de meu próximo livro, de título provisório “Mar-em-mim”). Os bêbados Todos os bêbados estavam lúcidos na noite, porque todos os bêbados sabiam da verdade e se embebedavam de verdade na verdade. (No sangue das notícias havia um rastro de vida.) E se diziam, os bêbados, sorrindo, as coisasContinuar lendo “Os bêbados”