Abraças a manhã cinzenta e fria, que traz de longe o açoite crispado dos ventos do mar.
Beijas no ar o voo branco das gaivotas peregrinas, traços perdidos como desenhos vãos.
Caminhas no espaço louco dos teus olhos o sonho de viver, maior que todos os espaços.
Deságuas no oceano da alma a esperança de ser, de conhecer, de amar sem medida.
Expandes sobre as ondas de tempo o som interior do teu segredo, da dor, da solidão.
Fecundas no deserto das multidões sem rumo a véspera ansiosa de fraternidade.
Guardas no peito ferido de punhais e anseios o anseio das manhãs que virão, depois da dor.
Homem és, de onde estás, olhos postos no infinito, consciência e luz.
Istmo agudo entre a terra e o céu,
Janela que se abre para a eternidade,
Lamento e expectativa, sol e sombra,
Mar, de profundidades e larguras,
Nada te completa, em tua busca sem fim.
Ontem, hoje e amanhã,
Passado, presente e futuro,
Queres tudo conter.
Respiras o desejo insaciável, a
Sede imitigável.
Transpiras o suor das grandes lutas,
Urgentes, derradeiras.
Vigia dos séculos, ó homem,
Xis de toda a equação universal,
Zelador do abismo, anjo e fera.
Lucimar.
Natal, 22 de março de 2014.
Neste poema, emprego a técnica do acróstico, de A a Z.
Adorei seu blog, Lucimar!! Poesias lindas! Beijo grande na querida Edna!!
CurtirCurtir
Obrigado, amiga, por sua ajuda, que me permitiu criar este blog.
abraço afetuoso,
CurtirCurtir
Imagina, Lucimar!! Conta comigo,sempre!! Grande abraço, Anninha.
CurtirCurtir